Cinco mitos sobre o uso de dados

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03 nov
15
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A BSA – The Software Alliance divulgou no último dia 27 o estudo global “Qual é o ‘x’ da questão com relação a dados?”. O material fornece exemplos interessantes de como as pessoas estão melhorando suas vidas todos os dias com as respostas provenientes dos dados, além de desvendar alguns dos mitos gerados pelo tema.

Entre  eles:

1. MITO: Todos os dados são dados pessoais
REALIDADE: Alguns dados podem ser informações pessoais (por exemplo, dados que geramos em nossos dispositivos móveis ou que criamos usando redes sociais). No entanto, a maioria dos dados não consiste em dados pessoais.

A vasta quantidade de dados criada diariamente inclui informações como monitoramento climático por satélite, desempenho de turbinas de aviões, transações em bolsas de valores geradas por computador e sensores não relacionados a indivíduos. Mesmo quando os dados pertencem a uma pessoa, normalmente eles não são acessados por outra pessoa e são “desidentificados” – ou seja, armazenados e utilizados sem informações que revelem a identidade da pessoa envolvida.

2. MITO: Pessoas não têm controle sobre seus dados
REALIDADE: Embora às vezes pareça que não temos controle sobre nossos dados, há uma série de ferramentas que talvez os consumidores não conheçam que os ajudariam a controlar melhor seus dados. Por exemplo, algumas empresas líderes no setor de software habilitaram recursos do tipo “Não rastrear” por padrão em seus navegadores da Web, portanto, os sites que você visita e as agências publicitárias que eles usam recebem solicitações de não rastreamento automaticamente. Elas informam aos sites que você não quer ser monitorado, o que pode ajudar a protegê-lo contra formas de rastreamento na Web. Além disso, alguns corretores de dados criaram páginas da Web em que os consumidores podem ver os tipos de informações que foram coletadas sobre eles, solicitar a interrupção da coleta de dados e corrigir informações incorretas. Juntas, essas ferramentas oferecem aos consumidores um controle melhor da forma em que seus dados são coletados e usados ou permitem solicitar a interrupção de algumas utilizações para fins de marketing.

3. MITO: A inovação em dados não criará novos empregos e pode até mesmo eliminar vagas
REALIDADE: A inovação em dados pode ser um poderoso gerador de crescimento econômico. Segundo a Gartner, 4,4 milhões de empregos de TI serão criados em todo o mundo para apoiar a inovação em dados. Contudo, a inovação em dados não gera empregos apenas no setor de TI. Estima-se que cada função relacionada a dados criará três vagas de emprego em outros setores, gerando ainda mais empregos em todos os setores da economia. Na realidade, 61% dos executivos sênior pesquisados nos EUA e 58% na Europa afirmam que a análise de dados é importante para os planos de suas empresas de contratar mais pessoas, aponta pesquisa de 2014 feita pela BSA em parceria com a Ipsos.

A inovação em dados ainda provocará algumas mudanças no mercado de trabalho, pois ajuda a encontrar novas maneiras de realizar tarefas antigas. No entanto, essas alterações deverão ser parecidas com a proliferação da Internet – estima-se que tenha criado 2,6 empregos para cada emprego perdido ou que tenha deixado de existir, segundo pesquisa de 2011 do McKinsey Global Institute. Uma das áreas com maior potencial de crescimento de emprego é a de análise de dados. Muitas vezes, só é possível compreender os insights contidos nos dados por meio da engenhosidade humana. Hoje, há uma escassez global de analistas e gerentes de dados capazes de ajudar a compreender os dados. De acordo com o McKinsey, apenas nos Estados Unidos há uma escassez de entre 140 e 190 mil pessoas com o talento analítico avançado necessário para revelar o potencial oculto nos dados e 1,5 milhão de gerentes e analistas capazes de compreender e tomar decisões com base na análise da economia dos dados.

Em 2014, o piso salarial médio de cientistas de dados era de US$ 120.000 anuais e o de gerentes era de US$ 160.000 anuais, segundo pesquisa da Burtch Works. Muitas pessoas sugerem que, para extrair todo o potencial da inovação com base em dados, as empresas e as autoridades precisam tomar medidas para superar uma grande escassez de talentos que se aproxima.

4. MITO: Normalmente, decisões instintivas são as melhores decisões baseadas em dados
REALIDADE: A partir do momento em que nascemos, aprendemos a confiar em nossa intuição para tomar decisões. Pesquisa da Forbes estima que 19% dos gerentes globais se descrevam como “tomadores de decisão viscerais”, que confiam somente no instinto e na intuição. Atualmente, porém, dados podem nos ajudar a tomar decisões mais inteligentes, com mais precisão, maior velocidade e mais impacto. De acordo pelo IDG com uma pesquisa feita com tomadores de decisões de TI de diversos setores, 59% afirmam que melhorar a qualidade da tomada de decisões é o principal objetivo por trás dos investimentos em tecnologias de dados. Os dados não beneficiam apenas o local de trabalho. Nós também tomamos decisões instintivas em nosso dia a dia. Em alguns casos, ferramentas podem nos ajudar a tomar decisões melhores e com mais rapidez. Por exemplo, estima-se que 93% dos acidentes automotivos sejam causados por erro humano, mas novos sensores veiculares, que coletam quantidades enormes de dados sobre seu entorno, combinados com análises em tempo real e tomada de decisões automatizada (mesmo que não seja totalmente autônoma) poderiam reduzir acidentes de carros com ferimentos ou mortes em até 50%, segundo dados de reportagem do New York Times.

5. MITO: Os países em desenvolvimento ainda não estão prontos para obter benefícios com dados
REALIDADE: A revolução dos dados e os benefícios que ela cria são um fenômeno global. Alguns dos benefícios mais importantes dos dados e algumas das maiores oportunidades se encontram no mundo em desenvolvimento, onde muita vezes as tecnologias são obsoletas. De acordo com a IDC, os mercados emergentes no universo digital ultrapassarão os mercados maduros até 2017, crescendo de 36% para 62% da expansão do universo digital entre 2012 e 2020.95 Da mesma forma, uma pesquisa com ONGs em países em desenvolvimento descobriu que 90% delas acreditam que a análise de dados seria a ferramenta mais importante para obter melhores insights a fim de ajudar seus beneficiários.

Fonte: CIO