Quando e quais soft skills valem para a TI

Encontre na trademinas a solução

21 jul
15
blog6_3666_0

A Tecnologia da Informação saiu dos porões das empresas e está cada vez mais integrada ao negócio. Essa movimentação garante um papel de protagonismo à TI e promove a demanda por um novo profissional, cada vez mais habilitado a gerir, disposto a se relacionar e a promover mudanças de negócios. Contudo, como toda tendência, ela deve ser aplicada com moderação, respeitando os perfis e atividades adequados, defendem especialistas.

Para Izaias Porfirio Faria, coordenador do curso de Tecnologia em Gestão de TI do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), a exigência de soft skills, ou habilidades comportamentais, aumentou: “Antigamente, valorizava-se o colaborador apenas pelas competências de sua área. Hoje, já não funciona mais assim.”

Atualmente exige-se dos funcionários capacidade de entendimento de problemas e de propor soluções, humildade para aprender e conhecimentos técnicos e de governança sólidos. “Ele tem que saber que a TI é a base dos negócios, portanto, que seu papel é fundamental para a empresa atingir suas metas”, explica Faria. Já o gestor precisa entender a estratégia e as normas corporativas, de forma a alinhá-las com sua equipe enquanto promove um ambiente colaborativo.

Guilherme Estevão, gerente de relações corporativas da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), acrescenta que o funcionário deve apresentar bom relacionamento interpessoal, facilidade para trabalhar em equipe, capacidade para produzir sob pressão e habilidades de comunicação – esta última, para que ele saiba vender projetos e a si mesmo. O especialista ressalta, ainda, a importância de ser organizado: “Os jovens de hoje não anotam o que têm que fazer”.

O perfil inovador e pró-ativo, que busca soluções e processos para atingir os objetivos, é valorizado em companhias de todos os tamanhos, segundo Faria: “Grandes empresas exigem que o funcionário tenha a visão de empreendedor para desenvolver os projetos que elas propõem. Em startups, esse processo é reforçado, já que a inovação e o empreendedorismo são fundamentais para o crescimento do novo negócio.”

Estevão alerta que, apesar desse consenso nas exigências, é preciso analisar com profundidade quais capacidades são mais valorizadas para determinada função. “Automotivação, autodesenvolvimento e criatividade são importantes. Mas as companhias às vezes pedem jargões de mercado que estão na moda sem ter o zelo de olhar para dentro, se autoconhecer para, a partir disso, elaborar os requisitos para a vaga”, diz.

Para o especialista, “todo mundo quer alguém descolado, multidisciplinar e multitarefa”, mas é importante a empresa se perguntar se a pessoa com esse perfil está na função correta. “Será que a vaga não pede um profissional mais rígido, para executar tarefas? Ou a posição é de alguém que precisa pensar fora da caixa?”, exemplifica.

Fonte: IT FORUM 365